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No NetFlix: Black Mirror (sexta temporada)

   

Uma nova temporada que não segue a identidade da série e mancha seu legado

                                                                                                                                                                     

Nota IMDb: 8,8 (até o dia da postagem) (IMDb)
Título original: Black Mirror
Criadores:  Charlie Brooker
Sinopse: Uma série de antologias explora um mundo de alta tecnologia, onde as maiores inovações da humanidade e os instintos mais sombrios colidem.
Artistas: Aaron Paul, Salma Hayek
Crítica: Michael

A série de antologias Black Mirror conquistou os fãs de ficção com sua abordagem sobre como a tecnologia poderá influenciar nossas vidas no futuro se determinados conceitos ou ideias forem levados ao extremo. Esta sempre foi uma característica marcante da série, desde suas duas primeiras temporadas ainda no Canal 4 na Inglaterra e depois nas três temporadas seguintes já no NetFlix, mesmo que a qualidade tenha oscilado bastante desde a mudança para a gigante de streaming. Porém, é na sua sexta e mais nova temporada que a série parece ter perdido de vez sua identidade e talvez nem devesse ser considerada digna de usar este nome.

Como disse antes, a série Black Mirror sempre explorou cenários onde as tecnologias influenciam aspectos da vida cotidiana, seja em um futuro apocalíptico ou normal ou até mesmo no presente ou passado. Porém, nesta última temporada a NetFlix parece ter se esquecido disso e, dos cinco episódios entregues, apenas dois podem ser realmente associados ao "DNA Black Mirror". 

O primeiro deles é um onde um supercomputador quântico consegue criar uma série copiando a vida de um espectador e a mostrando em todos os detalhes e, pior, com adaptações para deixar tudo mais dramático. As consequências disso são muito bem exploradas e temos um ótimo elenco que ajuda a vender a ideia, inclusive com uma Salma Hayek muito poderosa e engraçada. O segundo com temática tecnológica é um que mostra um futuro onde astronautas em missões espaciais de longa duração são capazes de transferir a consciência para uma cópia exata robótica que permanece na Terra enquanto dormem no espaço. É uma excelente premissa que também é bem explorada e traz um elenco inspirado com um Aaron Paul um pouco fora da sua zona de conforto, mesmo que o final tenha sido um tanto apelativo.

De resto, temos um episódio que é um suspense de crime e outros dois de terror que poderiam figurar confortavelmente em uma antologia do gênero como Mestres do Horror. Um deles inclusive tem uma virada na trama no final que faz ele rivalizar com o que vimos no clássico trash 'Um Drinque no Inferno'. E, para piorar mais, nenhum desses três episódios  segue o mesmo padrão de qualidade que ficou conhecido da série. Talvez tivesse sido melhor reduzir o número de episódios como foi na temporada anterior para evitar algo tão desastroso e que inclusive compromete o legado da série. 

Em suma, temos uma nova temporada que mancha o histórico dessa aclamada série de antologia  de ficção. Talvez tenha sido uma manobra do NetFlix para aproveitar a nota atual de 8,7 no IMdB ou a  sua credibilidade com os fãs e "faturar rápido" em cima de um reconhecimento que se baseia no passado da série, mas este tipo de pensamento mesquinho e imediatista gera consequências e  isso dificilmente poderá ser repetido. Como curiosidade final, fica a "treta" entre Anita e o NetFlix, onde a cantora fez a mesma crítica de fuga da identidade da última temporada de Black Mirror e recebeu uma resposta que reflete o descaso que opera lá:


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