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Filme da vez: Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (2017)

A curiosa história da origem dessa heroína e de como as coisas geralmente são muito mais do que parecem
                                                                                                                                                                   
Nota IMDb: 7,2 (até o dia da postagem) (IMDb)
Título original: Professor Marston and the Wonder Women
Ano de Lançamento: 2017
Diretor: Angela Robinson
Estrelas:    Luke Evans, Rebecca Hall, Bella Heathcote
Sinopse: A não-convencional vida de Wiliam Marston (Luke Evans), psicólogo e inventor de Harvard que ajudou a tornar real o Detector de Mentiras e que também criou a Mulher-Maravilha, personagem dos quadrinhos, em 1941. Marston mantinha uma relação polígama envolvendo sua esposa Elizabeth Marston (Rebecca Hall), psicóloga e inventora, e Olive Byrne (Bella Heathcote), uma ex-aluna que virou acadêmica. Essa relação e os ideais feministas das duas mulheres foram essenciais para a criação da personagem.

Os filmes de super-heróis estão em alta dominando as bilheterias atuais e um dos exemplos que provou isso foi o excelente 'Mulher-Maravilha' lançado em 2017 e que trouxe finalmente aos holofotes a heroína mais famosa dos quadrinhos em um longa digno de seu legado. Da mesma forma, a temática de empoderamento feminino, também relacionada à produção do filme (cuja direção coube a uma mulher), ocupa grande destaque nas discussões da mídia. Se aproveitando de ambos os fatos, este filme traz a curiosa história da origem dessa heroína e de como as coisas geralmente são muito mais do que parecem.

Baseado em fatos reais (cuja veracidade não tenho condições de questionar), o filme conta a história do casal Marston de professores de Harvard e seu relacionamento com uma jovem estudante que mudou para sempre suas vidas. Estudiosos do comportamento humano e sexual, os dois contribuíram com a criação do detector de mentiras e com teorias importantes desse ramo científico. Porém, quando iniciam um relacionamento sexual com uma jovem estudante, acabam demitidos e precisam reconstruir suas vidas e lutar contra o preconceito social a um relacionamento poligâmico. Temas como homossexualismo e fetiches são abordados de forma aberta, mas ainda "palatável" para o público geral.

Mas então você pode estar pensando: e o que tudo isso tem a ver com a criação da Mulher-Maravilha? Pois é, para minha surpresa, aparentemente tudo. Baseando-se nas figuras de suas duas esposas, em suas teorias de comportamento e também na mitologia greco-romana, Professor Marston criou uma super-heroína para ser a campeã do empoderamento feminino e da liberação sexual. E mais, ele ainda inseriu várias metáforas sobre submissão e fetiches como uma forma de moldar uma juventude para aceitar submissão a uma figura feminina. Tudo isso em plenos anos 40. O filme também retrata os problemas que isso gerou com o órgão responsável pela censura dos quadrinhos na época.

Apesar do claro oportunismo de surfar na onda de sucesso de seus temas, o filme tem méritos ao trazer à tona uma história bem peculiar de origem de super-herói. Os atores estão excelentes, com destaque para o casal protagonista Luke Evans e Rebecca Haal que interpreta os Marston e, claro, para a belíssima Bella Heathcote que traz o retrato de uma mulher jovem e em conflito entre seus desejos e a expectativas sociais.

Ainda que a atual Mulher-Maravilha tenha abandonado muitas das práticas inseridas por seu criador ao passar por um processo de "padronização" para a mídia de massa, é muito interessante entender sua origem e as motivações que a criaram, principalmente porque hoje ela ainda é vista como um ícone da figura feminina e da luta pela igualdade de gêneros. Desta forma, este filme é uma oportunidade única, tanto para fãs da heroína quanto para interessados nas temáticas que ela representa.

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