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Eu faria assim: Filme medieval com dragão - Parte 7


Ainda é noite quando os vitoriosos aventureiros chegam à entrada da caverna após terem derrotado o terceiro guardião e coletado o último artefato sagrado necessário para enfrentar Balaur. Eles se aproximam com cuidado, tentando ver se o dragão ainda está por perto. O anão vai à frente, seguido pelo mago e por Kalydor, que ajuda a princesa a se locomover. Ao longe é possível ver os sinais da batalha anterior contra Balaur, com vários cadáveres carbonizados ainda soltando fumaça. No entanto, não há sinal do dragão e restam alguns sobreviventes do exército que saiu da floresta.

Kalydor ajuda a elfa a se sentar e saca sua espada, se preparando para um confronto. No entanto, o mago tenta contê-lo e sai primeiro da caverna para descobrir as intenções dos possíveis inimigos. Um dos orcs, que parece ser o líder, se aproxima dos aventureiros lentamente e de forma não ameaçadora. O anão e o guerreiro se preparam para o pior e escoltam o mago enquanto ele caminha em direção ao orc. O orc fala em alto e bom som que não estão ali para confrontá-los e que o dragão saiu voando em direção ao sul assim que uma luz brilhante emanou da montanha. O mago então diz que provavelmente Balaur sentiu que a ultima trava foi quebrada e voltou à sua montanha para proteger o cetro mágico. Kalydor faz uma careta e pergunta para o orc porque eles os ajudaram contra o dragão. O orc diz que, mesmo vivendo no mundo subterrâneo, eles sofriam com os ataques de Balaur e que, quando ficaram sabendo do plano para destruí-lo, decidiram ajudar o grupo de heróis escolhidos para realizar a tarefa. O anão coça sua barba e reflete com uma cara de desconfiado. O orc então complementa dizendo que os poucos remanescentes irão acompanhar o grupo até o extremo sul para ajudar na batalha final.

O mago diz que eles aceitam a ajuda e que precisam se apressar para a longa viagem. Kalydor e seu companheiro não parecem confortáveis, mas o mago enfatiza dizendo que eles precisarão de toda a ajuda disponível para recuperar o cetro e destruí-lo, pois antes disso Balaur ainda será imortal. O guerreiro se conforma e volta para buscar a princesa enquanto todos os demais se preparam para partir. O grupo agora é composto dos quatro aventureiros e mais alguns poucos orcs, goblins e trolls que sobraram. 

Devido às novas adições, as viagens estão restritas ao período noturno, pois durante o dia os orcs, goblins e trolls precisam se esconder em cavernas. Isso permite que os quatro aventureiros descansem e se preparem para o confronto. Depois de alguns dias, a princesa já está recuperada e o relacionamento entre ela e Kalydor fica evidentemente mais próximo. O mago e o anão ficam surpresos com a mudança no humor do guerreiro, que se mostra muito mais falante e bem humorado. No entanto, em seu interior, Kalydor vive um conflito. O seu desejo de vingança contra Balaur divide espaço em seu peito com o sentimento que começa a nutrir pela elfa. Agora ele sente que tem algo a perder e não pode se arriscar tanto como vinha fazendo. Mesmo assim, por ter jurado vingança no túmulo de sua finada esposa, o guerreiro decide seguir adiante para somente depois se entregar a esse novo amor.

A mudança na paisagem denuncia a aproximação do grupo a seu destino. Não existe vegetação e a terra vai ficando mais árida e quente à medida que chegam perto do vulcão que serve de toca para Balaur. Quando finalmente chegam à entrada, o calor é fustigante e o trajeto se torna mais perigoso devido à lava que emana do solo em alguns pontos e ilumina o percurso na noite escura e sem lua. O caminho não é muito largo e impede a entrada dos trolls, que são dispensados. Apenas os orcs e goblins conseguem seguir o grupo enquanto eles adentram o vulcão.

Um pouco após ele entrarem, o mago ordena que todos parem. Depois, ele tira os artefatos sagrados de uma alforja e os coloca no chão, pedindo para que o anão e a princesa o ajudem a preparar Kalydor para o confronto. Enquanto o guerreiro retira as peças restantes de sua desgastada armadura, a princesa coloca a armadura sagrada nele. Após estar devidamente vestido, o anão o entrega o escudo e deseja boa sorte. Por último, o mago entrega a espada sagrada para Kalydor e diz que todo o reino está nas mãos do guerreiro e que ele precisa fazer todo o possível para recuperar o cetro. Ele fala que, após isso, o guerreiro deve entregá-lo para que o mago faça o encantamento necessário para destruí-lo. Ele prossegue dizendo que somente assim será possível remover a imortalidade de Balaur e derrotá-lo de uma vez por todas, vingando não somente a morte da esposa de Kalydor como também a vida de todos os que já pereceram diante da fúria consumidora da criatura. O guerreiro respira fundo e acena afirmativamente com a cabeça para depois receber um beijo de boa sorte da princesa.

O grupo segue com cautela e em silêncio em direção ao núcleo do vulcão. A ansiedade cresce juntamente com o calor que deixa o ambiente quase sem ar. Kalydor está na frente e sua figura dourada reflete o brilho da lava e serve como luz guia para os demais, não somente pela luminosidade que gera, mas principalmente porque ali está materializada a maior esperança de finalmente por um fim ao reino de terror de Balaur.

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