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Eu faria assim: Filme medieval com dragão - Parte 4

O grupo de aventureiros parte em direção ao leste do reino para enfrentar o segundo guardião e a vitória anterior parece dar mais confiança a todos. Enquanto o mago ainda continua mais preocupado em ler seus pergaminhos e dar ordens para apressar o grupo, os outros parecem mostrar um entusiasmo maior. Até mesmo Kalydor, que estava completamente distante antes, resolve interagir com seu companheiro e com a princesa elfa. Mesmo assim, ele tenta não se distrair demais e sua principal motivação ainda continua sendo a vingança.

Após alguns dias de viagem, o grupo está mais próximo do destino e decide fazer um último descanso em uma caverna para poderem recuperar as energias antes do confronto. No meio da noite, Kalydor acorda durante um de seus pesadelos recorrentes com Balaur, onde vê sua esposa sendo queimada viva juntamente com os outros habitantes de sua antiga vila. Ensopado de suor, o guerreiro decide se levantar e caminhar na brisa noturna para arejar suas ideias. Ele se senta em uma pedra próxima e observa as estrelas no horizonte. Para sua surpresa, à distância ele percebe uma escuridão inusitada no céu sem nuvens. A figura ameaçadora de Balaur vai aos poucos se formando e o coração do guerreiro acelera enquanto ele instintivamente põe a mão na bainha para sacar sua espada.

Antes que Kalydor pudesse tomar alguma ação, uma mão segura sua espada na bainha e o puxa com força pelas costas em direção à caverna. O guerreiro tenta resistir, mas percebe se tratar do mago e pede explicações. O líder do grupo diz que eles não podem ser vistos por Balaur, pois o dragão sentiu a quebra da primeira trava mágica e está tentando impedir que eles prossigam com sua missão. Como ainda não possuem todos os itens sagrados e nem o cetro, tentar enfrentar Balaur seria suicídio. Mesmo repleto de fúria, Kalydor concorda com a racionalidade do mago e decide adiar o confronto com o dragão até que tenha mais chances de derrotá-lo.

No dia seguinte, o grupo segue viagem com mais cautela e atento a qualquer investida de Balaur. Eles já estão nas planícies do leste e ficam maravilhados com a imensidão da paisagem gramada com árvores escassas e cercada por poucos montes. O mago direciona os demais depois de consultar as escrituras e aponta um monte de pedras distante e que se destaca dos demais. Ao se aproximarem, eles conseguem visualizar a estátua que porta o escudo sagrado. Mais uma vez o guardião não está próximo e o suspense toma conta do ambiente enquanto fica a dúvida de quem irá tentar retirar o escudo. O mago desta vez escolhe o anão que, mesmo resmungando, decide obedecer e se aproxima com cautela. Os demais preparam suas armas e ficam em alerta. 

Enquanto o mago busca refúgio em uma árvore próxima, Kalydor e a elfa estão próximos e olhando para os lados esperando o pior. De repente, o guerreiro enxerga de relance uma sombra na vegetação vinda por trás em alta velocidade. Ao olhar para o alto, a figura aterrorizante de um grifo, com corpo de leão, cabeça de águia e mais de seis metros de envergadura das asas se apresenta em um mergulho fulminante e silencioso para atacar a princesa. Agindo puramente em reflexo, Kalydor empurra a princesa para livrá-la do ataque e se coloca na mira do monstro, que o prende com suas garras e levanta vôo novamente para desespero do grupo. O anão, que estava quase chegando ao escudo, dá um grito de desespero ao ver seu companheiro sendo levado pelo grifo. Kalydor deixa sua espada cair depois de uma das unhas da criatura ser cravada  na sua perna direita e tenta se debater antes de atingirem uma altitude muito grande. A princesa se levanta e tenta mirar a fera, mas a distância se tornou muito grande.

O mago então toma uma atitude e assume uma postura ereta, fechando os olhos e levantando seu cajado enquanto balbucia várias palavras para conjurar uma magia. O anão corre tentando inutilmente perseguir o grifo e não enxerga uma possibilidade de ataque. Kalydor busca alcançar um punhal em sua bota, mas seus movimentos estão bastante limitados e ele sente que o aperto do monstro se intensifica devido a suas tentativas de se livrar. Enquanto ele e o grifo sobem cada vez mais, o guerreiro sabe que a qualquer momento pode ser solto ou bicado pelo monstro antes dele partir para atacar seus companheiros. 

De repente, o mago finaliza seu transe e grita uma palavra final apontado seu cajado para cima. Após isso, os ventos se intensificam e mudam de direção, causando um distúrbio no vôo do grifo e fazendo com que ele perca altitude. A princesa aproveita para correr e se aproximar para tentar um ataque. Ela grita para o anão, que entende a mensagem e a arremessa para cima. Em pleno ar, a elfa apura sua visão e desfere uma flecha que viaja uma grande distância antes de atingir uma das asas do grifo. Com o golpe, o monstro emite um som agudo e solta Kalydor, fazendo o guerreiro despencar rapidamente em direção ao solo. O anão larga seu machado e corre desesperadamente enquanto calcula o local de pouso. Ele consegue se atirar no chão a tempo de amortecer a queda do companheiro, mas os dois ficam desacordados e imóveis.

A princesa inicialmente corre para socorrer seus companheiros, mas é interrompida pelo grito do mago avisando do ataque do grifo que se aproxima dela no solo. Apesar de estar com seu vôo limitado, a criatura ainda plana e mergulha para atacar a princesa. Ela se ajoelha e busca apoio melhor para um novo ataque, atirando nova flecha que acerta agora o peito do monstro, mas que não foi suficiente para desviá-lo de sua trajetória. O grifo chega ao solo e desfere um ataque que lança a princesa a uma longa distância para depois cair na grama. A elfa perdeu seu arco e tenta se levantar enquanto percebe que o monstro se aproxima dela para desferir o golpe final. Ela se vira e enxerga o grifo abrindo o bico e suas asas para se apoiar antes do ataque. Porém, a criatura é interrompida pelo mago quando este joga um frasco que explode e ateia fogo a suas penas. O grifo se debate vigorosamente enquanto o fogo se espalha. O mago foge correndo depois de atrair a atenção e a princesa consegue se levantar e pegar seu arco. Ela manca um pouco antes de parar e preparar uma flecha que atravessa a cabeça do monstro em chamas e decreta sua derrota já anunciada pelo fogo que o consumia.

O grifo ainda se debate algumas vezes antes de ficar imóvel. O fogo aos poucos se extingue e o cheiro de queimado invade o ambiente. Logo, a carcaça irreconhecível começa a desaparecer em um raio de luz que atinge o escudo sagrado à distância e formaliza a quebra da segunda trava. O mago dá uma risada alta e grita enquanto corre em direção ao escudo. A princesa manca vagarosamente em direção ao anão que já acordou e pergunta em tom de piada porque não foi convidado para saborear o grifo assado. Os dois checam Kalydor, que ainda está inconsciente, e constatam que ele respira de forma normal. O anão e a princesa sentam exaustos na grama enquanto já conseguem rir da situação e comemorar a difícil vitória. A celebração informal é interrompida pelo mago, que depois de guardar o escudo se aproxima do grupo e ordena que eles carreguem Kalydor e se refugiem em um abrigo próximo para um descanso que, apesar de rápido, será bem merecido.

3 comentários:

  1. Belo relato da derrota do segundo guardião, digno de se ler ao som de Sonata Artica.
    Mais uma vez, o Kalydor foi uma excelente isca, levado ao risco pelas ordens do mago e por sua atitude de guerreiro amador. Não me surpreenderei se o mago adotar a tática de aproveitar-se dos próximos guardiões para, aos poucos, eliminar os integrantes do grupo.
    Destaque para a princesa elfa com suas setas certeiras e para as trapalhadas do anão.

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  2. Vá pescar Kalydor !!! Não foi desta vez que você virou comida de galinha. Seu sortudo!!! Não vai passar do próximo!!! Se essa história virasse filme, votaria no Ben Afleck para interpretá-lo...só para ter um gostinho maior em vê-lo virar comida de guardião. hehehehe.

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  3. Hahahaha!!!

    A novelinha medieval tá gerando polêmica!

    RatinhôôôÔÔÔôôô!!!

    Valeu pelos comentários!

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