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Eu faria assim: Filme medieval com dragão - Parte 9


O dragão segue em seus ataques contra Kalydor e parece perceber que seu fogo não afeta a armadura sagrada, partindo então para ataques físicos. O guerreiro, que está agachado atrás de uma pedra, pula para desviar de uma investida rápida do monstro com suas garras que parte as rochas onde seu alvo se escondia. Kalydor fica no chão e Balaur avança novamente. Enquanto isso, o mago ainda termina de conjurar o encantamento final e está parado diante da princesa com o cetro erguido para sacrificá-la. A princesa desiste de tentar se soltar do orc chefe e apenas fecha seus olhos, aguardando em silêncio pelo pior. 

O guerreiro está encurralado em uma parede e vê o dragão se aproximar. Balaur então golpeia Kalydor com sua garra, arrancando o escudo sagrado e arremessando o herói ao chão, totalmente indefeso. O guerreiro se arrasta enquanto a criatura se aproxima para o golpe fatal. Kalydor se vira para Balaur e fita seus olhos de fogo. Depois, o guerreiro enxerga à distância a cena que se desenrola. O mago finaliza o encantamento e o cetro começa a emitir uma luminosidade forte que chama a atenção de Balaur e o faz virar o pescoço, dando alguns segundos para Kalydor se recuperar.

De repente, um grito poderoso ecoa na caverna, revelando a imagem desfigurada do anão ainda fumegante, correndo com seu machado em mãos na direção do mago, que suspende o sacrifício para entender o que está acontecendo. O anão arremessa seu machado à distância e o crava nas costas do orc chefe. Depois, ainda correndo, ele grita novamente e se joga em cima do mago, tomando controle sobre o cetro enquanto os dois rolam juntos em direção à lava. A princesa, agora livre do orc, dá um grito e corre para tentar socorrer o anão.

No pequeno despenhadeiro antes da lava, o mago se segura para não cair, tendo o anão agarrado em uma de suas pernas com a mão esquerda e o cetro na mão direita. O mago olha para baixo e amaldiçoa o anão enquanto tenta se livrar dele. A princesa não sabe o que fazer e fica parada, pois para ajudar seu amigo precisaria socorrer primeiro o mago. O anão percebe que não aguentará muito tempo e busca o olhar de seu companheiro. Kalydor o fita e parece entender o que está para acontecer. O guerreiro grita o nome de seu amigo e é recepcionado com um sorriso do anão desfigurado. Logo depois, o anão crava o lado punhal do cetro nas costas do mago, que grita e se solta do despenhadeiro. Os dois despencam na lava juntamente com o cetro mágico, fazendo com finalmente ele seja destruído.

A princesa se ajoelha e chora copiosamente. Alguns segundos depois, uma forte luminosidade sai do ponto da lava onde os dois caíram. Então, essa luminosidade atinge Balaur e o faz emitir um rugido assustador que estremece o ambiente. O dragão muda de cor e suas escamas, que antes eram de um vermelho vivo, assumem uma coloração bem mais escura. Seus olhos também perdem o brilho de fogo em uma transformação que parece comprovar a profecia e demonstrar a perda da imortalidade da criatura.

Kalydor está com os olhos cheios de lágrimas depois do sacrifício de seu amigo e usa a espada como apoio para se levantar. O guerreiro respira fundo e depois grita o nome do dragão para chamar sua atenção. Balaur se volta para Kalydor e ruge para o guerreiro, demonstrando que continua disposto a confrontá-lo. Mesmo sem sua imortalidade, o dragão ainda é a criatura mais poderosa do reino e um adversário que poucos aceitariam enfrentar. 

O guerreiro segura sua espada com as duas mãos e se prepara para o combate. Diante dele, o algoz de sua amada esposa e de milhares de outras vítimas nos últimos séculos. Kalydor sabe do significado deste momento e aperta os punhos no cabo da espada ao lembrar-se do sacrifício de seu amigo anão. O dragão também parece determinado a derrotar o homem que ousou desafiá-lo sozinho e ruge mais uma vez para Kalydor.  Seu coração se acelera e o guerreiro afia seu espírito para o confronto final contra Balaur.

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