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Eu faria assim: Filme de ficção científica - O Devorador de Ossos - Capítulo 7 - Parte 7


Mark faz uma descoberta misteriosa nas profundezas do oceano de Europa
                                                                                                    
O bipe constante do sistema de detecção de movimento é o único som que Mark escuta e ele ainda está sem reação olhando para o monitor da Explorer. A distância para a fonte do movimento só vai diminuindo enquanto Mark tenta pensar no que fazer. Então, a voz de M.A.I.C. é ouvida no comunicador:

- Trata-se de múltiplos objetos com metal em sua composição. Distância de cem metros. O que devo fazer, Mark?

Mark fecha os olhos e respira fundo tentando raciocinar com calma. Depois, ele responde:

- Desligue os propulsores e as luzes do Deep-X.

- Afirmativo.

A imagem da câmera fica escura e Mark volta sua atenção para os dados. A distância para os objetos em movimento continua diminuindo, ainda que em uma velocidade menor. Ele então fala:

- Pelo visto, seja lá o que estes objetos forem, estão vindo em nossa direção. Como eu queria ter comunicação em tempo real com a Nasa agora!

M.A.I.C. mais uma vez se pronuncia:

- Ainda não deu tempo de recebermos resposta da base de comando. A minha análise dos dados não indica risco iminente.

Mark franze a testa e diz:

- Não consigo acreditar que se trata de algum tipo de equipamento extraterrestre. É praticamente impossível que alguma civilização inteligente tenha explorado ou se estabelecido aqui sem nós sabermos, caso contrário teríamos detectado transmissões de rádio há muito tempo atrás, nem que fosse por aqueles malucos do projeto SETI que aparecem no seu livro.

- Meu livro? Não tenho informações sobre isso no meu banco de dados.

Mark dá uma leve risada e responde:

- Deixa para lá, foi só uma piada, “M”. Você e seu sendo de humor artificial.

A resposta de M.A.I.C. vem na forma de um novo alerta:

- A distância agora é de apenas sessenta metros e diminuindo. Previsão de contato em dois minutos. Preciso de uma definição do que fazer.

Mark balança negativamente a cabeça e junta os lábios antes de responder:

- Que nossos amigos do Projeto Nautilus não escutem isso, mas eu não trouxe esse brinquedo até aqui apenas para se molhar. Acenda as luzes e religue os propulsores. Vamos em direção ao movimento.

- Afirmativo.

A distância volta a diminuir mais rapidamente e a câmera mostra novamente as partículas da água em movimento. Quando a distância para os objetos chega a trinta metros, M.A.I.C. fala:

- Os scanners mostram que se trata de matéria orgânica em movimento.

Mark faz uma careta e responde:

- Alienígenas ciborgues? Era só o que me faltava!

- Dez metros – alerta M.A.I.C. novamente.

Neste momento, Mark prende sua respiração e olha para o monitor em busca de uma imagem da câmera. De repente, M.A.I.C. diz:

- Chegou mensagem urgente da Nasa pedindo para abortar a exploração até sabermos com o que estamos lidando.

- Agora já é tarde, eu tomei a decisão. Qualquer coisa eles colocam na minha conta.

Assim que Mark termina de falar, alguns pontos começam a aparecer no monitor. Ele grita:

- Olha, estou vendo!

Aos poucos, os pontos aumentam e começam a se movimentar lateralmente enquanto crescem. Mark olha atentamente e aguça sua visão para tentar identificar do que se trata. Ele então repara que eles se movimentam como serpentes, porém menores e mais grossas. Quando a distância é bem menor, ele percebe que se trata de um cardume de algo parecido com enguias. Porém, antes que possa falar qualquer coisa, a imagem treme e a voz de M.A.I.C. aparece:

- Colisão com os objetos.

Um deles passa bem perto da câmera e Mark consegue ver um vulto enquanto o submersível continua balançando por conta dos choques contra as criaturas e Mark tem uma ideia:

- M.A.I.C., me dê controle do braço robótico do submersível, vou tentar uma coisa.

- Afirmativo – responde M.A.I.C.

Mark se concentra enquanto guia o braço olhando pela câmera. Ele espera o momento certo e o fecha. Depois grita:

- Consegui! Peguei um que parece um filhote! Vamos chegar ele perto da câmera para darmos uma olhada.

A imagem, que parou de tremer após a passagem do cardume, mostra que o animal é uma mistura de peixe com enguia e não possui olhos, tem uma pele clara que se assemelha a couro e apenas uma boca redonda que se abre e fecha e parece emitir alguma espécie de som. Mark fica de queixo caído e diz enquanto o animal se debate diante da imagem:

- Que bicho esquisito! Mas veja pelo lado positivo: eu posso dizer que fui o primeiro a pescar um peixe extraterrestre! Toma essa, Armstrong!

- Okey dokey, Mark - M.A.I.C. responde.

Mark dá uma gargalhada e depois fica alguns segundos olhando a criatura e pensando. Logo em seguida, ele diz:

- Vamos retornar com o submersível para guardarmos esse espécime e o analisarmos posteriormente. Preciso entender o que ele tem de metal, pois para mim parece um peixe normal, tirando o fato de ser alienígena, claro.

- Afirmativo Mark. Vou acionar o guincho para recolher o submersível.

Mark suspira e, depois de dar uma última olhada no animal, diz:

- Faça a transmissão dos dados para a Nasa e diga que estamos trazendo o brinquedo de volta do primeiro mergulho com um souvenir. Eu daria meu rim direito para ver a cara da Sibelle ao assistir essas imagens!

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