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Eu faria assim: Filme de monstro - Parte 5


Kiam fica branco após ouvir as palavras balbuciadas pelo guia ferido. Ele se recosta em uma árvore e fica com os olhos esbugalhados de espanto. John percebe a preocupação de seu pai e pergunta:
- O que foi? O que ele disse?

Seu pai olha para ele e fica em silêncio por alguns segundos antes de responder:
- Algo que é difícil de acreditar. Segundo ele, o animal que nos atacou é um Yeti.
- E o que isso quer dizer?

Kiam respira fundo e olha fixamente para a fogueira para falar:
- Eu não conheço muito do assunto, mas o Yeti seria como uma versão "asiática" do nosso "pé-grande".

John faz uma cara de espanto e grita:
- Como assim, "pé-grande"? Ele não é uma lenda? Esse cara deve estar maluco!
- Depois do que vi durante o ataque ao nosso acampamento, não teria tanta certeza assim...

Os dois ficam em silêncio por algum tempo, tentando digerir a situação de alguma maneira. Alguns minutos se passam até que John quebra o silêncio:
- E será que a criatura morreu com a avalanche?

Kiam olha novamente para seu filho e responde:
- Vamos torcer que sim. Mas no momento, temos que descansar para tentar andar amanhã para encontrarmos o caminho de volta para o vilarejo. Como a nossa excursão tinha previsão de durar 5 dias, somente daqui a 4 dias ou mais é que começarão a procurar por nós. Se ficarmos aqui esperando, talvez não consigamos resistir ao frio ou a qualquer outra monstruosidade que decida nos atacar.

Eles se organizam para tentar recuperar o máximo de coisas do antigo acampamento e conseguem achar alguns itens, inclusive a mochila de John com seus utensílios. Depois, eles fazem uma refeição rápida com o que ainda possuem de alimentos e se preparam para dormir. O guia ferido, que apesar de não possuir machucados aparentes, parece ter fraturado alguns ossos, finalmente consegue relaxar e já está dormindo. John também pegou no sono rápido e Kiam ainda está acordado olhando para a fogueira. Depois de respirar fundo, ele fecha os olhos e se entrega ao cansaço, sabendo que o dia seguinte será longo.

Durante a madrugada, Kiam desperta e olha rapidamente em volta. Para seu espanto, o local onde Kiam deveria estar se encontra vazio. Ele se levanta abruptamente e começa a caminhar para achar seu filho. Ele deixa o guia, que ainda estava dormindo, e anda em direção a algumas árvores próximas. Seu desespero cresce e ele começa a correr e a gritar o nome do seu filho:
- John! Onde você está?!

Depois de alguns segundos vagando na escuridão, ele escuta a voz de John:
- Aqui, atrás desta árvore.

Kiam se aproxima e encontra seu filho terminando de urinar. Ele respira fundo e fala:
- Nossa, que susto você me deu, filho.

John fecha o ziper e depois se vira para o pai e diz:
- Me desculpe, é que estava muito apertado e resolvi vir aqui pra aliviar.
- Tudo bem, mas não podemos ficar aqui, é muito perigoso.

Depois de pronunciar essas palavras, os dois ouvem um forte grito que ecoa assustadoramente no silêncio da noite. Ambos conseguem distinguir a voz de desespero do guia e começam a correr de volta ao acampamento, que está encoberto na distância pelas árvores. Kiam é o primeiro a chegar e, ainda ofegante, verifica que o guia não está mais no acampamento. No local onde estava deitado, apenas sangue e um rastro de demonstra que ele foi arrastado por alguma coisa.

John chega e, depois de ficar chocado com a imagem, fala para seu pai:
- Meu Deus! O monstro voltou para nos atacar e levou o guia! Vamos, temos que correr para tentar salvá-lo!

Kiam segura seu filho, que já estava começando a correr em direção ao rastro, e depois fala com uma voz grave:
- Não, agora já é tarde demais para ele. Além do mais, vamos atacar a criatura com o quê? Seu canivete?

John perde o ímpeto e se ajoelha na neve enquanto chora de medo e desespero. Após alguns segundos, ele fala com a voz trêmula:
- E o que iremos fazer?

Kiam respira fundo e, olhando nos olhos do filho, responde:
- Já vimos que o monstro continua vivo e não vai nos deixar em paz. Sendo assim, nós faremos a única coisa que nos resta e algo que ele não espera: iremos caçá-lo.

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