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Eu faria assim: Filme medieval com dragão - Parte 8


Após caminharem por alguns minutos em túneis estreitos, os aventureiros chegam ao núcleo do vulcão. Kalydor é o primeiro a visualizar a imensidão da câmara central escondida nas entranhas da montanha. O local é iluminado pelos poços de lava que brotam do chão e pela luz que entra através da imensa abertura no alto, utilizada como entrada por Balaur. Os outros também adentram o  ambiente para visualizar o cenário de desolação e morte adornado com centenas de restos de cadáveres. Também é possível ver vários tesouros espalhados por entre as caveiras e restos de armaduras, frutos de oferendas feitas na tentativa de se acalmar a fúria do monstro.

Enquanto o grupo contempla a atmosfera aterrorizante da toca do dragão, Kalydor segue vagarosamente e aguça seus sentidos em busca da criatura. Todos ficam a postos para o confronto, sendo que o mago e a princesa ficam mais atrás para ataques de longa distância. Os orcs e goblins também se preparam e ficam sob o comando do orc chefe. O anão é o único que parece alheio ao perigo e seus olhos reluzem com o ouro e pedras preciosas em sua volta. Ele guarda seu machado, retira uma sacola da alforja e começa a recolher desesperadamente o que consegue. Após ser repreendido por Kalydor, o anão retruca dizendo que está apenas aproveitando já que Balaur não está por perto e se distancia do grupo.

Kalydor volta sua atenção para o ambiente e depois de caminhar um pouco consegue visualizar à distância uma clareira no centro com vários ossos, tesouros e, quase soterrado, um grande baú. Ele chama a atenção do mago, que olha e faz um sinal afirmativo com a cabeça indicando se tratar do baú mágico. O guerreiro começa a andar lentamente em direção ao baú, imaginando se o dragão está sob a pilha de ossos e tesouros à sua volta. De repente, a luz do local diminui e um barulho vindo de cima denuncia a chegada de Balaur. O monstro entra no vulcão trazendo um humano morto em suas garras e pousa entre o grupo e o anão, que estava recolhendo tesouros à distância. Depois, o dragão emite um rugido estrondoso e seus olhos brilham como a lava que emana do vulcão enquanto ele fita o guerreiro que se aproximava do baú.

O anão leva um susto e larga a sacola de tesouros enquanto tenta achar uma rota de fuga. Balaur se volta para ele e prepara uma baforada. Kalydor abandona a busca pelo baú e sai disparado em socorro ao seu companheiro. O orc chefe ordena que seus comandados ataquem enquanto o mago prepara sua defesa e a princesa dispara flechas desesperadamente em vão. Encurralado, o anão tem tempo apenas de se agachar e virar as costas para o dragão enquanto ele desfere uma baforada mortal. Kalydor grita ao ver seu amigo atingido pelo fogo e apressa o passo. Ao chegar mais perto, Kalydor pula à frente do fogo, erguendo o escudo e cortando o ataque enquanto o anão geme e rola no chão para apagar as chamas. O guerreiro se ajoelha e resiste ao calor infernal, defendendo o jato de fogo que parece não derreter o escudo sagrado. Os orcs e goblins conseguem chegar pelas costas do dragão e começam a atacá-lo, chamando sua atenção.

O guerreiro recupera o fôlego e se vira para procurar seu companheiro. Seus olhos seguem a fumaça e ele visualiza ao longe o corpo fumegante e imóvel do anão. Kalydor dá um grito enquanto corre largando o escudo e a espada, alheio à batalha mortal que se desenrola próximo dali. O guerreiro se ajoelha e toca o corpo desfigurado do seu amigo que geme de dor. Ele não sabe o que fazer e balbucia algumas palavras para acalmar o imenso sofrimento. O anão então agarra com força o braço de Kalydor e grita para ele dizendo que lamenta não ter podido ajudar e que o guerreiro deve continuar cumprindo sua missão, para que todo o esforço do grupo não seja em vão. Os olhos do guerreiro se enchem de lágrimas ao mesmo tempo em que seu coração é mais uma vez tomado pela fúria contra Balaur. Mesmo relutante, Kalydor respira fundo, se levanta pegando sua espada e escudo e deixando seu companheiro deitado em seus momentos finais de sofrimento.

O dragão já derrotou mais da metade dos orcs e goblins e Kalydor parte para o ataque. No entanto, o mago grita para ele aproveitar a distração do inimigo e ir em busca do cetro mágico. O guerreiro obedece e corre em direção ao baú enquanto o mago conjura uma magia de raios para ajudar os orcs e goblins na batalha. Kalydor chega ao baú e remove os detritos de cima para revelar a beleza do baú ornado com ouro e pedras preciosas. O guerreiro consegue ver as três travas mágicas abertas e usa sua espada para abrir a pesada tampa. Dentro do baú, um belíssimo cetro com um rubi gigante na ponta descansa envolto em uma montanha de pó. Kalydor guarda a espada na bainha e retira o cetro do baú. Neste momento, Balaur, que havia acabado de finalizar mais um orc, vira o pescoço e ruge enquanto fita o guerreiro. O dragão se vira e com seu rabo arremessa o último goblin restante dentro de um poço de lava. Depois, ele caminha em direção a Kalydor.

A princesa larga seu arco e parte em direção a Kalydor, que está procurando uma forma de passar pelo dragão. Balaur cerca o guerreiro e prepara uma baforada. A elfa chega mais perto e é repreendida por Kalydor para não se aproximar demais. Depois, ele aproveita uma distração do monstro e arremessa o cetro para ela, gritando para que ela o leve até o mago. A princesa obedece e corre em direção ao mago, que está com o chefe orc ao seu lado. Ela entrega o cetro e, ainda ofegante, pede para que ele o destrua de maneira que Kalydor possa matar Balaur. O mago pega o cetro e o contempla por alguns segundos. O dragão dá uma baforada em Kalydor, que se ajoelha e se abriga atrás do escudo enquanto defende o golpe. Ao longe, ele vê o mago parado com o cetro na mão e grita para que ele o destrua. 

O mago dá uma risada e depois ergue o cetro enquanto grita dizendo que não vê motivo para destruir o cetro já que ele pode usá-lo para controlar o dragão. Kalydor fica atônito e vê a princesa partir para o ataque e sendo impedida pelo chefe orc, que a segura. O mago diz que as escrituras sagradas falam que o portador do cetro pode comandar Balaur e todo o seu poder e que ele pretende fazer isso para escravizar as raças dominantes da superfície do reino sob seu domínio. Ele convenceu os orcs, goblins e trolls a ajudá-lo nesse plano com a promessa de transformá-los em seus soldados.

Kalydor sofre com os ataques de Balaur e se defende como pode enquanto busca entender o que está acontecendo. Suas tentativas de ataque são frustradas porque o dragão ainda é imortal. Ele grita para o mago o amaldiçoando e o chamando de traidor. O mago responde que escolheu o grupo de forma que seu plano desse certo. Ele sabia do ódio de Kalydor contra Balaur e da ganância do anão pelas riquezas. A princesa então pergunta por que ela foi escolhida e o mago dá uma risada enquanto remove a parte de baixo do cetro e revela um punhal. Depois, ele diz que precisava de alguém com sangue real para ser sacrificado com o cetro e completar a profecia para assumir controle do dragão. Finalizando, ele fala que a única coisa não planejada foi o relacionamento da princesa com Kalydor, mas, como o guerreiro continuou determinado na missão, nem precisou intervir.

Ao ouvir isso, o guerreiro grita e tenta em vão passar pelo dragão, que continua atacando Kalydor impiedosamente. Ele se esconde atrás de uma pedra para fugir de mais uma baforada e depois olha por sobre ela e vê à distância o mago se aproximando da princesa com o cetro erguido em posição de ataque e balbuciando palavras de em encantamento. O guerreiro se abaixa novamente para não se queimar e o desespero toma conta de sua mente. Ele não consegue enxergar uma forma de impedir o mago e vislumbra a derrocada de todo o reino à medida que o traidor se aproxima de sua amada pronto para sacrificá-la e dar início ao seu império do mal.

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